1961É bem verdade que a atual conjuntura do Brasil, materializada tanto nos trabalhos das Comissões da Verdade como no trabalho de organizações que as precederam, tem propiciado o árduo trabalho de escrever páginas ainda em branco da nossa história durante o período da Ditadura e de revisar páginas bastantes rascunhadas. Alvo dessas importantes iniciativas estão sendo a revisão das causas da morte de dois ex-presidentes do Brasil.

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Carlos Latuff: Condor pairando sobre JK.

Na semana passada, tratamos do caso Jango. Nessa semana, visitamos as páginas de jornais para comunicarmos aqui no Blog as investigações que occorem acerca da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Prossigamos!!!

Nesta terça, feira dia 10 de dezembro, a Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo apresentou aos presidentes da república, Dilma Rousseff, do Congresso, Renan Calheiros e do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa um relatório com cerca de 29 páginas, elaborado pela Comissão da Verdade Vladmir Herzog.

Segundo o site da Câmara Municipal de São Paulo, o relatório mostra que Juscelino Kubitschek foi vítima de um atentado e não de um acidente. O relatório ainda não foi divulgado para conhecimento público, mas já sabemos que ele apresenta cerca de 90 pontos que evidenciam indícios do assassinato do presidente, negando a versão de que sua morte foi causada por um acidente.

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Carro de JK após acidente.

Também o ex-motorista da Viação Cometa, Josias Nunes de Oliveira, que relatou o momento no qual o carro em que estava JK “ultrapassou o ônibus pela direita e não fez a curva”, teria contado que recebeu uma visita de “dois cabeludos” que se apresentaram como jornalistas e que lhe ofereceram uma mala de dinheiro, para que ele assumisse a responsabilidade pelo acidente.

Reportagem na qual o motorista do ônibus envolvido no acidente, detalha o acontecido.

Juscelino

Juscelino

Por fim, a declaração do vereador Gilberto Tanos Natalini, proponente e presidente da Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, que afirma: “Nós estamos convictos de que Juscelino Kubitschek foi assassinado, não temos dúvidas disso. Estamos assumindo essa responsabilidade porque ouvimos muitos envolvidos na época e conseguimos juntar provas”.Para ele, uma das metas do trabalho da Comissão é o esclarecimento da morte de JK.

Acesse aqui, para saber mais dos trabalhos desenvolvidos pela Câmara Municipal de São Paulo e pela Comissão da Verdade Vladimir Herzog .

Você também pode acessar aqui o relatório final dos trabalho de 2012 da Comissão, que se transformará em livro sobre acontecimentos da Ditadura e que será distribuído para as escolas.

 

 

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