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Carlos Latuff resignifica o dopinha.

Ontem a tarde, foi feita a ocupação simbólica do Dopinha, um casarão antigo no bairro Bom Fim em Porto Alegre, que durante os anos de chumbo foi usado como estrutura da repressão, para torturar militantes contrários ao regime.

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Mobilização pela memória.

A iniciativa partiu do Comitê Carlos de Ré por Verdade e Justiça, que desde o ato em que fizeram o reconhecimento público do casarão, no ano passado, lutam para transformá-lo em um espaço de memória e cultura chamado Memorial Ico Lisboa.

O reconhecimento do lugar, seguido de sua ocupação – apesar de simbólica – marca um momento histórico no Brasil. A transformação desse local em um espaço de memória reafirma que em determinado momento de nossa história recente houve repressão, desaparecimentos e tortura. A ocupação, e a perspectiva de transformar o local em memorial, nos garante a recuperação dessa memória e a difusão dessa história, para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça.

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Casa que serviu de centro de torturas.

Luiz Eurico Lisboa vítima da repressão.

Luiz Eurico Lisboa vítima da repressão.

Apesar do Governo do município e do Governo do Estado, nas figuras do prefeito José Fortunati e do governador Tarso Genro, terem assinalado o compromisso de dividirem os custos da desapropriação e indenização aos proprietários da casa, nada ainda está garantido. Nesse sentido se faz necessário o acompanhamento da questão, assim como mais atos e ocupações simbólicas e mais divulgação do tema, para pressionar e garantir que o antigo Dopinha, vire um grande memorial de resistência!

Ico Lisboa, presente!

Para acessar notícias a esse respeito, confira os links:

Autoridades garantem desapropriação do casarão que abrigou o dopinha.

Fortunati e Tarso se comprometem a transformar antigo dopinha em memorial contra ditadura.

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