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Cartaz do Filme

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O ano em que meus pais saíram de férias

Ambientado nos anos de 1970, o filme O ano em que meus pais saíram de férias nos conta fragmentos de histórias vívidas durante o período da Ditadura Militar a partir do olhar de um garoto de 12 anos, chamado Mauro.

Apaixonado por futebol, o de botão e o de várzea mesmo, Mauro não acompanhou as “férias” que seus pais viveram naqueles duros anos de repressão. No entanto, acompanhou a Copo do Mundo de 70 sob os cuidados de um vizinho (Shlomo) de seu avô que faleceu momentos antes de seus pais entrarem na clandestinidade.

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Mauro e o Futebol de botão.

Com a ajuda de Shlomo, de novos amigos e de sua paixão pelo futebol, Mauro enfrentou o drama da separação da família e a necessidade de, apesar disso, ser criança. Dentro e fora dele, passam-se as aventuras vividas em meio as suas novas companhias, como a de Hanna, a ansiedade pelo retorno dos pais, a Copa do Mundo, o combate à Ditadura e a repressão, na figura de seu novo amigo universitário Ítalo – que mais tarde conheceu a clandestinidade também.

Mauro e Ítalo.

Mauro e Ítalo.

De forma muito sensível, o filme retrata as mudanças vividas por muitas famílias durante o período que se seguiu ao ano de 1964: o exílio, dentro e fora do país vivido por pais, avós, filhos, irmãos, companheiros. E como relatou o diretor, é um filme sobre o exílio e sobre a necessidade humana de construir um lar apesar dele, onde quer que se esteja.

É claro que a gente não vai contar o final do filme…triste, lindo e emocionante o possível reencontro de Mauro com a família.

Mãe e Pai de Mauro: "Saindo de Férias"

Mãe e Pai de Mauro: “Saindo de Férias”

Outras informações:

De 2006, O Ano em que Meus País Saíram de Férias foi dirigido por Cao Hamburger, também roteirista junto de Adriana Falcão, Claudio Galperim, Bráulio Montovani e Anna Muylaert. No seu elenco encontramos Michel Joelsas, Germano haiut, daniela Piepszyk, Caio Blat e Paulo Autran. Foi indicado, pelo Ministério da Cultura, ao Óscar de 2007 como Melhor Filme Estrangeiro. Contou, em sua trilha sonora, com a canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “Eu sou Terrível”.

Curiosidades:

Você sabia que inicialmente Roberto Carlos desautorizou o uso da música “Eu sou Terrível”? Possivelmente, isso ocorreu pela postura que Roberto sempre manteve de não associar sua trajetória musical a contextos da política brasileira. Segundo o diretor, a autorização somente foi possível após o envio do Longa para o cantor, que após assistir, não mais exitou em liberar a canção. E ela compõe o filme mesmo, em uma de suas cenas mais graciosas.

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Leia também uma excelente crítica do Jornal A Folha de São Paulo.

Assista aqui o filme!

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