Olhar de Oficineiro: Gabriel Chaves Amorim

Olhar de Oficineiro: Gabriel Chaves Amorim

Me chamo Gabriel Chaves Amorim, sou estudante do sexto semestre do curso de Licenciatura em História da Unisinos. No ano de 2012 eu havia trabalhado com os processos da Comissão de Indenização que estão salvaguardados no Arquivo Público através de um projeto de pesquisa da FAPERGS vinculado à Unisinos. Durante esse período tive contato com a história de vários indivíduos, em especial de militantes de partidos de esquerda da época e integrantes de grupo dos onze. No decorrer do trabalho de pesquisa, aproximei-me destas histórias e me senti envolvido pela temática de Ditadura e Direitos Humanos.

Em 2013 realizei uma entrevista para ser estagiário do Arquivo Público no setor de Difusão Cultural, onde passei e novamente me aproximei do Acervo da Comissão de Indenização. Com a oficina de educação patrimonial “Resistência em Arquivo”, pude trabalhar essa documentação com turmas de ensino médio. Gratificante mesmo é sentir que o trabalho possui retorno no momento em que os estudantes fazem analogias, questionamentos e se identificam com a história dos indivíduos presente nos processos, entendendo melhor a história deste período conturbado da história do Brasil.

Durante as oficinas, geralmente, trabalho com uma caixa que contém os processos de duas mulheres que foram perseguidasAcervo Indenizados 202 durante a Ditadura. A partir disso, tento realizar uma aproximação pedagógica dos estudantes com o contexto. Ao conhecer a documentação os estudantes por si só ficam indignados com as atrocidades cometidas pelo estado, com a tortura e perseguição a essas mulheres (que representam muitas outras). Os outros conceitos vão se aderindo as conversas conforme eles se aprofundam na pesquisa sobre a vida de Ignez e Nilce.

Tive várias experiências positivas com as oficinas de Educação Patrimonial do Arquivo Público. A troca de experiências com os estudantes é recíproca, pois sinto a satisfação do retorno da pesquisa e do ensino. A diversidade do público das oficinas é outro ponto que me motiva, poder trabalhar com estudantes de várias cidades, colégios e realidades diferentes. Espero que em 2014 eu possa estar presente na construção dessa diversidade, nas várias aproximações possíveis entre estes processos de indenização e os estudantes que receberemos na Resistência em Arquivo.

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