Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

“Vamos fazer de novo”? Foram as palavras de um grupo de alunos do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Cândido José Godói, que marcaram uma das oficinas de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo.

Chamo-me Eduardo Hass da Silva, sou acadêmico do sétimo semestre do Curso de Licenciatura em Historia da PUCRS. Meu primeiro contato com o APERS começou em 2012, como oficineiro, participando do Curso de Educação Patrimonial oferecido pelo Arquivo. No ano de 2013, ingressei na instituição como estagiário, trabalhando diretamente com a realização e aperfeiçoamento das oficinas oferecidas.

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Sou um amante da profissão docente, e sinto imenso prazer em atuar como educador em diferentes espaço de aprendizagem, como no Arquivo. Meu relato talvez fuja da temática central da oficina, mas eu não poderia deixar de dar atenção as palavras da turma da professora Vânia que nos visitou no dia dois de outubro de 2013.

Acredito que o trabalho do oficineiro vai muito além da exposição e caracterização de um determinado momento histórico, passando simplesmente conceitos e conteúdos aos alunos. Acredito que o oficineiro deve além de expor o momento histórico, criar câmbios entre o passado e o presente, articulando o conteúdo com a realidade do aluno, para que possam chegar em uma síntese do momento histórico em questão, dando significado ao que é estudado:

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

“(…) o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se com sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.” (FREIRE, 2011. p 24)

Após a realização da oficina com a turma, onde normalmente trabalho com a caixa do ex-preso político Cláudio Gutiérrez, os alunos convidaram os oficineiros para assistirem a uma intervenção artística que fariam no Mercado Público de Porto Alegre.. Os alunos saíram do Arquivo, enquanto nós, organizávamos o material da oficina. Ao chegarmos ao

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

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Mercado Público, a intervenção musical já havia acabado. Ficamos tristes por não ver a apresentação dos alunos, e foi quando ouvimos as palavras: “Vamos fazer de novo”? Em meio a multidão que corta o centro de Porto Alegre, lá estava aquele grupo de estudantes, sem medo de mostrar sua arte e expressar seus anseios e valores. Impossível não se emocionar e lembrar de Guitiérrez, que assim como eles, não teve medo de lutar pelo que acreditava e mostrar a sua cara.

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