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Começo da oficina, com o colégio Aramy Silva.

O modo como se dão as oficinas, a integração com os estudantes, é bem diferente do modelo de sala de aula queimagem-relato estamos acostumados. Exigindo tanto de nós, oficineiros, como dos próprios alun@s, dinâmica e criatividade. Nesse sentido, os primeiros grupos que tive contato me surpreenderam muito, tanto pela dinâmica quanto pela curiosidade aguçada, que dava para enxergar nos olhos de cada um. Em contraponto a isso, era nítido a falta de conhecimentos básicos para que se compreendesse melhor o que cada um deles – e eu – estávamos fazendo ali, bem como para fazer resgastes históricos. Esta realidade reflete não só a situação em que se encontra o ensino público no Rio Grande do Sul, mas no Brasil como num todo, e evidencia a importância de atividades que se desenvolvam além dos muros da escola.

E é justamente isso, que mais me chama atenção e faz refletir. Pela primeira vez, eu consigo identificar, na prática, os problemas que podem trazer um ensino básico com tantas limitações. E ao mesmo tempo, me faz refletir sobre o meu papel enquanto educadora, naquele pequeno momento, e de que modo eu posso quebrar essa barreira. Nem sempre é possível rompê-la em uma oficina, que dura apenas um turno, mascomo futura professora de história, sei que é uma construção ao longo dos anos.

imagem-relato3Ao mesmo tempo vejo, tanto na minha tentativa, quanto na dos meus colegas, e principalmente no esforço de cada grupo que passa por aqui, a percepção de que a educação ainda é tudo, que lutar por uma educação mais sólida, que emancipe cada indivíduo é fundamental. Vejo, uma esperança nos olhos de cada um que sai daqui, vejo um tijolinho de entendimento do que foi praticado, em cada agradecimento empolgante por ter ministrado a oficina. E não menos importante, percebo também, a necessidade de consolidação de mais programas e projetos como esse.

Por Cíntia Brogni; Estagiária do Arquivo Público e estudante de História/PUCRS

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