Na semana passada, o Golpe aconteceu no Blog Resistência em Arquivo! É, na semana passada, postamos por aqui, algumas informações que julgamos relevantes para a compreensão do 31 de março de 1964, neste ano de aniversário de 50 anos do início de uma das interrupções que teve a democracia brasileira.

Para hoje, vamos escrever um pouquinho sobre o período que seguiu imediatamente o Golpe. Para parte da historiografia sobre a Ditadura Militar, ele ficou conhecido como Operação Limpeza e foi legalmente justificados pelos primeiros Atos Institucionais.

Poucos dias após o Golpe, começaram as perseguições aos apoiadores do governo deposto. O primeiro Ato Institucional (AI-1) convocou eleições indiretas para o presidente, destinando a ele grande poder de decisões sobre os destino do país.Também estavam previstas a abertura de inquéritos para apurar “crimes contra o Estado” e a limitação do poder do judiciário. Logo na sequência, foi eleito presidente pelo Congresso Nacional, o general Castello Branco, conforme a Rodeghero, Guazzelli e Diestmann.

Foram utilizados amplamente Inquéritos Policiais Militares para processar cidadãos por crimes contra a segurança nacional – e ser contra ela, naquele momento, significava ser contra a ditadura e manifestar publicamente essa ideia. Desse processo, muitos casos resultaram em prisão.

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Muitas pessoas foram atingidas nesse primeiro período após a implementação da ditadura. Muitas pessoas foram presas e torturadas já nesse momento, muitas perderam seus empregos, muitas foram processadas, muitos representantes políticos foram obrigados a deixar seu mandato, muitos foram perseguidos. E a ditadura estava apenas no começo.

Indicação de Leitura:

Livro – Não calo, Grito!

Livro – Não calo, Grito!
Para saber mais a respeito desse período e dessas questões indicamos a leitura, que serviu como base para essa postagem, do capítulo do livro Prisões, cassações, expurgos e IPMS do livro Não Calo, Grito: memória visual da ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul de autoria de Carla Simone Rodeghero, Dante Guimaraens Guazzelli e de Gabriel Diestmann, publicado em 2013 pela Tomo Editora.

Nele, vocês encontraram muitas outras imagens, além daquelas que selecionamos para esse post. A obra teve como uma de suas intenções, recuperar imagens que, sobre os diferentes períodos da Ditadura, resultaram do próprio período histórico aqui no Rio Grande do Sul. Vale muito apena conhecer, é um livro de leitura muito agradável e de impressionantes imagens. Para os professores, a publicação é uma grande fonte de possibilidades de trabalho pedagógico.

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