censuraA MPB – como estilo musical – se torna uma das maiores expressões culturais de resistência ao regime militar na década de 1960 à 1970 no Brasil. Bem recebida pelo público, principalmente pela classe média, ela se torna alvo favorito da censura, justamente por passar a expressar em suas letras posicionamentos políticos engajados e críticos.

O estilo musical conquistou espaço especialmente a partir dos Festivais da Canção (1965 à 1985), que lançaram compositores que enfrentaram o regime e até hoje fazem sucesso. Muitos foram os compositores da MPB atingidos pela censura da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), como Chico Buarque, Geraldo Vandré, Nara leão, Elias Regina, entre outros. A DCDP criada no governo Vargas em 1939 teve o auge de sua atuação a partir de 1964, com ápice na década de 1970.

Geraldo Vandré - no Festival da Canção em 1968.

Geraldo Vandré – no Festival da Canção em 1968.

Um caso visto como censura, por exemplo, dentro do próprio Festival da Canção em 1968, é o famoso episódio onde a música de Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei de flores – que claramente fazia uma crítica ao regime, incitava a população a sair as ruas e se manifestar, e conquistou o público do Festival, deixou de ganhar para dar lugar à música de Chico Buarque e Antônio Carlos Jobim – Sabiá, campeã de acordo com a opinião dos jurados.

Queremos hoje compartilhar com vocês a reação do público que se indignou ao perceber que a música vencedora não foi a de Geraldo Vandré. Confira abaixo. É fantástico!

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