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Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor

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O documentário “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, produzido pelo jornalista e historiador Lúcio de Castro investiga as relações entre o futebol e os braços armados das ditaduras militares em quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. Com um episódio destinado à história de cada país, Lúcio de Castro remonta o período de instalação das ditaduras militares e as contextualizam, principalmente, com as seleções nacionais de futebol, que foram utilizadas pelos militares como instrumentos de propaganda do regime totalitário.

 

ARGENTINA: https://www.youtube.com/watch?v=cCb_UjiskbA

CHILE : https://www.youtube.com/watch?v=jsoL-tQQuX4

URUGUAI: https://www.youtube.com/watch?v=PBB6YQEbSwg

Indicação de Filme: Pra Frente Brasil (1982)

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Censura proíbe o filme.

Censura proíbe o filme.

O filme trata de um inocente, Jofre, que é detido por engano, no ano de 1970, ao ser confundido com um “subversivo”. A partir daí, sua esposa e seu irmão tentam descobrir onde ele está, encontrando uma série de dificuldades nesta busca. Tendo este plano de fundo, a ideia central é discutir a tortura e a participação da sociedade civil na ditadura. Um primeiro aspecto a ser salientado, portanto, é o caráter da imprevisibilidade da tortura, que poderia atingir a qualquer um, até mesmo inocentes. Ao ver este caso, ainda que fictício, é impossível não se indagar quantos casos iguais a esse ocorreram. O preso, que é inocente, torna-se culpado com provas, já que seu torturador o vê em fotos nas quais não é ele que aparece. Todos se tornam suspeitos […]Como detalhe de fundamental importância está o fato de toda a trama ocorrer no ano de 1970, em que o Brasil vence a Copa do Mundo afimar em seu trabalho: ALMEIDA, Valesca de Souza Memória e história – A ditadura que se vê em “Pra Frente Brasil” e “O Bom Burguês” 

PRA FRENTE BRASIL (1982) Roteiro de Roberto Farias. Argumento de Reginaldo Farias e Paulo Mendonça. Dirigido por Roberto Farias. Estrelando Reginaldo Faria, Natália do Valle, Antônio Fagundes & Elizabeth Savalla.

Futebol em tempos de Ditadura, Correio do Povo e a Copa de 1970.

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Copa 1970 - Médici e a Taça

Copa 1970 – Médici e a Taça

Foi na gestão de Garrastazu Médici que o Brasil sagrou-se campeão da Copa do Mundo 1970 realizada no México e trouxe consigo a taça Jules Rimet. As seleções que precederam a de 1970 eram compostas exclusivamente por jogadores brancos, e a partir do ingresso de Pelé e Jairzinho, por exemplo, o regime ditatorial viu surgir a identidade que faltava para a sociedade. Portanto a vitória no México tornou-se quase uma questão de Estado e o uso político para isso era inquestionável. A entendimento do governo coube a mídia impressa e a televisão o “incentivo” para que a população acompanhasse a trajetória do selecionado brasileiro no mundial do México.

A ditadura civil militar brasileira ainda é um tema muito obscuro na história do Brasil, muito se sabe, mas o fato de que certos arquivos da época ainda não poderem ser estudados, as fontes mais acessíveis são os jornais, que estão disponíveis em diversos acervos pelo Brasil e a partir deles pode-se perceber como as notícias chegavam na sociedade. A mídia jornalística no ano de 1970 ainda não era utilizada como fonte histórica, visto o pequeno número de trabalhos que se valia de jornais e revistas como fonte de conhecimento histórico.

Copa 1970 – Médici e Carlos Alberto

Este trabalho é o resultado de uma pesquisa realizada no ano de 2013 pelo Historiador Alexandre Ávila e consiste em uma análise de como as notícias da copa do mundo de 1970 chegaram ao Rio Grande do Sul. Para isso foram utilizadas todas as edições do Correio do Povo que datam de 31/05 até 21/06 de 1970. Através desta temática, pode ser percebido como o governo ditatorial se utilizou do evento mundial para exaltá-lo e ao mesmo tempo encobrir as violações aos direitos humanos que aconteciam no Brasil. A partir deste trabalho é possível analisar o período ditatorial através de uma perspectiva pouco diferente, os jornais. Clique aqui para acessar o trabalho Futebol em tempos de Ditadura:Correio do Povo e a Copa da 1970.

Anos de Chumbo – O sequestro do Cônsul Norte-Americano

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 Jornal Correio do Povo

Jornal Correio do Povo

Durante o final da década de 1960 e início de 1970 houve uma série de ações comandadas por diversas organizações de luta armada. Dentre estas podemos citar a expropriação do Banco Brasul, onde membros da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) levaram malotes com dinheiro do grupo Ultragás. Neste mesmo contexto há uma onda de sequestros de autoridades internacionais. O primeiro, em 1969, foi o do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrik e também o de maior repercussão nacional, pois em troca de sua libertação foram soltos quinze presos políticos. No ano seguinte foram sequestrados o Cônsul Japonês Nobuo Okushi, o embaixador alemão Ehrenfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben e o embaixador suíço Eurico Bucher.

Assim como no restante do país, os militantes das organizações de luta armada no Rio Grande do Sul sistematizavam ações neste sentido. Uma das ações mais noticiadas naquele período foi a tentativa de sequestro do Cônsul norte-americano Curtis Carly Cutter em 04 de abril de 1970, elaborada por Felix Silveira Rosa Neto, Fernando Damata Pimentel, Irgeu João Menegon e Gregório Mendonça, todos membros da VPR. O Cônsul, que estava com sua esposa num carro modelo Plymounth e ao ser abordado pelo grupo, lançou seu veículo contra o Fusca guiado por Irgeu. Neste momento atropelou Pimentel e conseguiu escapar. Felix atirou e o Cônsul, mesmo atingido no ombro, continuou dirigindo até chegar à residência oficial. Também possível saber um pouco mais sobre este acontecimento e seus protagonistas através de alguns processos administrativos que compõe o acervo da Comissão Especial de Indenização.

Fernando Damata Pimentel, atuou na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares) e, posteriormente, na VPR. Ele confirma, em seu relato de prisão, que participou de ações armadas, entre elas a tentativa do sequestro do norte-americano Cônsul Curtis Carly Cutter. Por conta disso, Fernando foi preso no dia 12 de abril de 1970, por volta das 13 horas, ao chegar no apartamento de familiares de Felix Silveira Rosa Neto. Em seguida foi conduzido para o DOPS onde foi algemado e teve os olhos vendados. Deste momento até a madrugada do dia seguinte foi vítima de maus-tratos cometidos por diversos agentes do DOPS comandados pelo então Delegado Pedro Seelig e por Nilo Hervelha. Segundo Fernando, também participaram destas seções o “Capitão Malhães” e o “Tenente Cabral”. Na manhã do dia 13 de abril viu Felix muito debilitado e insistiu para aproximar-se do companheiro e assim puderam trocar algumas palavras. Até o mês de agosto daquele ano permaneceu no DOPS, com algumas estadas na Ilha do Presídio. Foi transferido para o antigo Regimento de Reconhecimento Mecanizado, no bairro Serraria em Porto Alegre, onde permaneceu praticamente incomunicável até março de 1971 quando foi julgado, condenado e conduzido ao Presídio Central de Porto Alegre. Posteriormente foi transferido para a Penitenciária Estadual de Linhares, em Juiz de Fora, Minas Gerais e teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos.

Outro processo administrativo que nos auxilia a compreender este fato é o de Felix Silveira Rosa Neto. Na época bancário, assim como Fernando, Felix foi preso pela participação na tentativa de sequestro do Cônsul. Ficou detido por mais de sete anos nos seguintes locais: de 12 de abril de 1970 a agosto de 1970 no DOPS e Ilha das Pedras Brancas, de agosto de 1970 a maio de 1971 em Quartéis do Exército e de maio de 1971 a 23 de novembro de 1977 no Presídio Central de Porto Alegre e Penitenciária do Jacuí. No DOPS onde, segundo declaração no processo, foi vítima de maus-tratos cometidos pelo agente “Pablo”, mais tarde identificado como Capitão do Exército Paulo Malhães e pelo agente “Cabral”, que se auto identificavam como integrantes do CIEx, mas que atuavam em dependências do DOPS.

No acervo da Comissão Especial de Indenização encontramos também os processos de outros integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária, incluindo os de Irgeu João Menegon e de Gregório Mendonça. Esta documentação nos dá um panorama de como as organizações de luta armada se articulavam no Rio Grande do Sul e se combinada com outras fontes podem ilustrar de forma mais clara e ampla este contexto.

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Entrevista com o cônsul que sofreu tentativa de sequestro.

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Entrevista com o cônsul que sofreu tentativa de sequestro.

Entrevista com o cônsul que sofreu tentativa de sequestro.

Durante um período da Ditadura Civil Militar no Brasil, mais ou menos a partir da década de 60, que alguns grupos internalizaram a ideia de que apenas com manifestações não seria possível derrotar o regime. Neste contexto surgiram grupos guerrilheiros, e alguns grupos já estabelecidos optaram em pegar em armas. Esses grupos, passaram a se chamar e, são chamados até hoje, de organizações de luta armadas ou guerrilheiras. Aqui no Brasil, foram muitos os grupos que pegaram em armas, como a VPR (vanguarda popular revolucionária), VAR-Palmares (vanguarda armada revolucionária), MR-8 (movimento revolucionário), ORM-Polop (organização revolucionária marxista – política operária), POC (partido operário comunista, M3G (Marx, Mao, Marighella e Guevarava), entre outros.

Essas organizações realizavam ações como expropriações de bancos e/ou de armas nos quartéis-generais, e ainda ações como sequestros de autoridades internacionais, como cônsules e embaixadores, essa última como tentativa de negociar a liberdade de militantes já presos.

Em Porto Alegre em meados da década de 70 houve uma tentativa de sequestro do então cônsul norte-americano da época Cartis Carly Cutter. Esta ação foi sistematizada por membros da organização VPR. A tentativa não deu certo e os envolvidos no caso foram presos. Abaixo segue a entrevista com Cartis Carly sobre o ocorrido:

O senhor sabia que seu apelido entre os militantes que tentaram sequestrá-lo era Mr. CCC, referência ao Comando de Caça aos Comunistas?
Curtis Carly Cutter – Eu não tinha ideia. Era um apelido muito inapropriado, porque eu vinha de uma cultura acadêmica muito liberal, e minha postura era tentar fazer contato com todos os elementos da política em Porto Alegre. Ser anticomunista era ser como o senador Joseph McCarthy e, naquela época, eu poderia ser descrito como um social-democrata. Mas posso dizer que o comunismo era identificado com o stalinismo. E o stalinismo não era um regime nada liberal.

Talvez a fama venha do fato de o senhor ter servido o Exército americano na Guerra da Coreia…
Cutter – Sim, é verdade. Mas durante a guerra todo mundo teve de servir. Foi na Coreia que decidi seguir a carreira diplomática. Quando se está numa guerra, é comum pensar: “Esta não é a melhor forma de resolver um problema”.

Como o senhor vê a tentativa de sequestro que sofreu?
Cutter – Eu não queria ser sequestrado, mas entendo por que eles queriam me sequestrar. Se eu estivesse no lugar deles, provavelmente faria o mesmo. Talvez não aos 40 anos, com seis filhos, mas aos 20, em condições similares, tenderia a ser militante como eles. Quando os vi na prisão, fiquei triste. Porque eu entendia que eles queriam trazer mudança a uma sociedade que precisava mudar.

Clique para acessar a entrevista na integra

Trabalhe com seus estudantes! Os Anos de Chumbo da Ditadura e a Luta Armada no Rio Grande do Sul

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Proposta de Atividade

Proposta de Atividade

Começaram, nesse mês de maio, as publicações do Projeto APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de fontes primárias do Arquivo Público do RS. A primeira proposta está inserida dentro do eixo temático A Resistência à Ditadura Civil-militar – das fontes arquivísticas para a sala de aula, 50 anos depois e recebeu o nome de Os anos de chumbo da Ditadura e a Luta Armada no Rio Grande do Sul. Ela propõe uma problematização acerca das ações armada e da repressão estatal levada acabo no Rio Grande do Sul. Para construí- la a equipe do projeto utilizou como fonte um processo de indenização de um ex-preso político do período. Acesse aqui o arquivo da proposta.

Caso o professor tenha interesse em acessar uma cópia na íntegra do fonte utilizada na construção da proposta, clique aqui.

O Arquivo deseja um bom trabalho professora e professor!

E a Revolução meu irmão?

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E a revolução meu irmão?

E a revolução meu irmão?

Nesta semana a equipe Resistência em Arquivo, entrou em contato com Nei Lisboa, cantor e compositor gaúcho, para que ele desse seu relato sobre a música “E a revolução?”, que aborda a temática “Ditadura e Direitos Humanos”. Em uma agradável conversa por telefone, Nei falou-nos sobre o contexto de sua criação, sobre a relação que tem com a canção, sobre o que ele canta em suas entrelinhas e sobre as memórias que estão presentes em uma música que faz uma ponte direta com a história do nosso país.

Nei Lisboa é irmão mais jovem – entre sete – de Luiz Eurico Tejera Lisbôa, primeiro desaparecido político brasileiro cujo corpo pôde ser localizado, no final dos anos 70, depois de uma incansável busca de sua companheira Suzana Lisboa, que segue até hoje na luta por verdade e justiça à frente do movimento dos familiares de mortos e desaparecidos políticos.

“E a revolução” é a oitava faixa do álbum “Cena Beatnik” lançado em 2001. Sua discografia completa junto a uma coluna de textos escrita por Nei e outros materiais estão disponíveis em seu site oficinal, aqui.

Segue abaixo o depoimento de Nei Lisboa, intercalado pela letra de “E a revolução?”:

Clique aqui para ouvir a música!

A letra da música é explicita, ela é direta, tem um discurso direto. Uma “poesia” que mostra a minha relação pessoal com esse assunto, com meu irmão que era guerrilheiro, minhas irmãs que eram de movimento estudantil e dois primos que participaram da luta armada. Eu era o mais novo dos irmãos. A música tem uma certa dose dessa motivação, dessa relação sentimental que tenho com o tema. Mas também quis fazer uma relação aberta com a época, e como isso se aproxima do presente.

Falar do meu amor pelo Eurico, é falar das suas ideologias. Falar da dor maior que é a perda de entes queridos, dessa geração que padeceu na carne a ditadura. Um outro lado dessa geração percebeu essa luta como inglória, mas é questão de momento e ponto de vista, um copo meio vazio, também pode estar meio cheio. Eles lutaram para que hoje o mundo pudesse se encaminhar para um caminho mais justo e igualitário.

68 foi barra
Plena ditadura
Plena resistência
Plena Tropicália
Plena confusão

Foi um rebuliço lá em casa
Manifestos, passeatas
Festivais de minissaias
Meu irmão limpando a arma
Meu irmão,
E a revolução?

A música tem uma longa letra sob uma levada roqueira sessentista que vem narrando a época, que é a minha visão. Em 68 (ano que se passa a música) eu era um guri, tinha nove anos de idade. O quadro não era só de militância política mas de cultura, de rebuliço, Tropicália, gente vendo e fazendo a adolescência acontecer, as minissaias. Mas o que segue este rebuliço foi o AI-5 com torturas, prisões indiscriminadas, violência. A música também fala do contexto do Cone Sul, fala do “Muro de Santiago” onde gente foi encontrada enterrada, cimentados dentro de um muro, inclusive isso aconteceu com a companheira de um amigo meu. Falo também do “Rio da Prata”, da prática de jogar pessoas de helicóptero sob o rio que fica na Argentina. Quando falo que 68 foi barra, foi bala, foi de verdade, duro mesmo. Na Redemocratização essa expressão se tornou uma espécie de chacota, um clichê, uma frase.

68 foi bala
E mais bala foi setenta e um, e dois, e…
Mais bala foi depois
Sempre alguém sumido de casa
Torturado, morto,
Mutilado pelo Estado ao bel-prazer
Boiando no Rio da Prata
Guerrilheiros, jornalistas,
Marinheiros, padres e bebês
Boiando no Rio da Prata
Visto num jazigo vago
Ou num muro de Santiago
Ou jogado numa vala comum

A música tem trechos mais melódicos, mais emotivos, são quase uma mensagem direta ao meu irmão. No final da letra sucintamente eu nomeio certas crônicas do Brasil que mesmo hoje em 2014 continuam, de uma forma ou de outra: “Luxúria, Mentira, Autoridade sem moral”

Mais duro é perceber
Se eu fosse te falar
Do Brasil de agora
Que seria tão igual
Miséria
Doença
Polícia brutal
Luxúria
Mentira
Autoridade sem moral
Viu? Hum, hum
68 foi barra
Como é 2001… e 2014!

Clique aqui para ver a letra na íntegra!

Saiba Mais:

E a revolução meu irmão?

E a revolução meu irmão?

Nos anos 67 e 68, Ico (como o Eurico era conhecido) era estudante e líder da União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas. Foi processado pela Lei de Segurança Nacional, tendo então que adotar uma identidade diferente, não mais podendo viver seus próprios anseios e vontades, passou a viver na clandestinidade. Esgotadas as chances da luta democrática, ingressou na ALN – Ação Libertadora Nacional, organização que era liderada por Carlos Marighella, desaparecendo em setembro de 1972. Suzana (companheira e esposa) nunca parou de buscá-lo desde então. Seus restos mortais foram encontrados no Cemitério de Perus, enterrado com nome falso. Foi o primeiro “desaparecido” a ser encontrado, graças ao esforço de Suzana e isto fortaleceu a luta e a busca das famílias pelos corpos de seus entes queridos. Luiz Eurico é hoje nome de rua em várias localidades do Brasil, é também referência de resistência contra a ditadura.

dopinha-bernardojardim

De centro de tortura a memorial de resistência à ditadura.

Em Dezembro de 2013 presenciamos um ato organizado por diferentes movimentos sociais para realizar o tombamento popular de um antigo centro de tortura usado pelos aparelhos repressivos. Esse antigo prédio do “Dopinha” – nome dado em alusão ao Departamento de Ordem Social e Política (DOPS) – hoje um velho casarão na rua Santo Antônio, nª 600, no bairro Bom Fim em Porto Alegre, foi usado na década de 1960-70 como centro de detenção e tortura clandestino contra perseguidos políticos. Assim que for implantado, o Centro de Memória se chamará Ico Lisboa, recebendo o nome de um opositor do regime militar, e exercerá uma função social voltada à defesa dos direitos humanos e ao resgate da memória da resistência à ditadura.

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