Nesta semana nos propomos a abordar a temática da resistência armada a ditadura. Indicamos também dois documentários que evidenciam focos de resistência organizada à ditadura.

Caparaó foi lançado em 2007 conta com o depoimento dos participantes deste foco de resistência à ditadura militar no Brasil. Documentos que revelam a memória, dessas tentativas de guerrilha rural. Esses depoimentos nos permitem explorar a memória dos guerrilheiros, que faziam de si mesmos enquanto participantes da resistência. O filme mostra ainda as continuidades e rupturas causadas pelo golpe de 1964, importantes para relembrarmos juntos nestes 50 anos.

O movimento Araguaia, de 1966 até 1974, foi mais que uma resistência armada, que além do enfrentamento armado em si, os militantes muitas vezes eram professores e médicos que procuravam interagir com a população levando educação e saúde. A Ditadura Militar descobre o movimento guerrilheiro em 1972, e durante três campanhas militares brutalmente assassina a maior parte dos membros da guerrilha é massacrada. A população local fica dividida entre a propaganda da ditadura que diz que os militantes são terroristas, e as investidas violentas do exército que prende, mata e tortura. O Filme mostra o movimento justamente pela ótica da população do local, que mostra as marcas da ação dos militantes e dos militares.

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