Laura Estela Carloto

Laura Estela Carloto

Essa semana estamos abordando a temática da tortura, trazemos a seguinte questão: Ficar longe da família, no exxílio na ilegalidade, fugindo da repressão, sendo coagido pelo mêdo também é uma forma de Tortura? Pois quando a Laura uma jovem militante, de um grupo de esquerda argentino chamado de “Montoneros” quando foi sequestrada em sua residência em Buenos Aires. Grávida de dois meses, Laura passou toda gravidez na prisão.

Através de testemunhos, soube-se que Laura permaneceu detida em uma prisão, por motivos políticos, em um local popularmente conhecido como “La Cacha” ou em português “A caixa”. Em 26 de junho de 1978, deu à luz a um menino, ao qual chamou Guido, em um Hospital Militar. Logo após o parto, foi reenviada ao CCD “La Cacha” sem seu bebê. Em 25 de agosto de 1978, a jovem foi assassinada e, em 1985, seus restos foram exumados no cemitério de La Plata e identificados.

carlotto_y_su_nieto_el_especialito.jpg_t670x470O jovem Guido cresceu no seio de outra família e tinha dúvidas sobre sua identidade. Após se comunicar por e-mail com as Avós, para conhecer mais sobre sua origem começou a descobrir pistas de seu passado. Depois de vários intercâmbios de e-mail. Guido entrou em contato com a Associação “Abuelas de Plaza de Mayo” (Avós da praça de Maio), que buscam desaparecidos da época da ditadura na Argentina. A entidade fornece auxilio as pessoas que tem dúvidas sobre sua identidade ou para aqueles que buscam parentes desaparecidos.

Estela de Carlotto B. é coordenadora do projeto junto com o corpo executivo de direção também uma “abuela” que procura o neto. Estela teve a feliz noticia de saber que Guido na verdade era seu neto, filho de Laura.

Estela informou que já pôde ver seu neto. “É bonito. É um artista, é um rapaz bom. E buscou. Ele me buscou. Foi cumprido aquilo que as Avós diziam: ‘Eles vão nos buscar como nós continuamos buscando”. As Avós, como sempre, resguardaram a identidade do neto.

Por último, Estela disse na entrevista, para animar os quase 400 homens e mulheres que ainda vivem com uma identidade falsa: “Que tenham ânimo de saber que os espera a liberdade e o amor. Vamos torná-los livres e serão eles mesmos, com sua própria identidade”.

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