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APERS participa do XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS

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Na última semana, entre os dias 11 e 14 de agosto, aconteceu o XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS: História, Verdade e Ética; onde foram exibidos pôsteres referentes às oficinas do Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Público do RS (APERS) em parceria com a Universidade Federal do RS (UFRGS).

A participação do APERS ocorreu no dia 12, na sessão de “Extensão”, onde os estagiários Gabriel Chaves Amorim e Guilherme Tortelli apresentaram o trabalho intitulado História, memória e verdade: reflexão sobre desafios éticos a partir da aplicação da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”; já o bolsista Gustavo Mor Malossi e o estagiário Eduardo Hass da Silva expuseram o trabalho denominado Patrimônio, Escravidão e Ensino: abordagens e desafios éticos no ensino sobre escravidão no Rio Grande do Sul a partir da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”. Ambos trabalhos tiveram a orientação da servidora Clarissa Sommer Alves.

Participar do evento permitiu a troca de experiências com pesquisadores de diferentes partes do Estado, dando subsídios teóricos e metodológicos para continuar desenvolvendo e aprimorando as atividades desenvolvidas no Programa de Educação Patrimonial, bem como possibilitou a divulgação das atividades, criando novas possibilidades de pesquisa e problematização.

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Oficina Resistência em Arquivo

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Nesta semana trazemos alguns materiais produzidos por estudantes que vieram ao Arquivo Público do Rio Grande do Sul conhecer  instituição e participar da oficina de educação patrimonial “Resistência em Arquivo”. Como parte da dinâmica da oficina, os alunos conhecem o acervo e trabalham com documentos de pessoas que foram presas e perseguidas por motivos políticos durante a ditadura. No final da atividade os estudantes são convidados a tecer comentários sobre a atividade, sobre o que eles acharam da oficina e da história dos personagens. A seguir deixamos alguns desses materiais confeccionados em oficina. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR.

Oficinas no mês de abril

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No mês de abril houve poucas oficinas sobre Resistência em Arquivo no APERS, apenas quatro, pelo fato das outras oficinas com outras temáticas, se fazerem mais presentes.

Confere ai as escolas que tiveram presentes no APERS, e as fotos que registraram esses momentos.

Para ver mais fotos, e maiores informações, acessa nossa página no facebook:

 

Dia 1º: os alunos do 1º ano da Escola Estadual de Educação Básica Luíza Formigueri participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados da professora Vânia Guadri.

Dia 02:os alunos da 8ª série da Escola Estadual Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Cássio Camargo.

Dia 05: os alunos do Curso de História da FAPA participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Arilson dos Santos Gomes.

Dia 24: os alunos do Curso de Formação para Professores participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Sérgio Paulo Fraga.

 

 

Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de março/2014

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Repostando uma notícia do nosso Blog Institucional: Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de março/2014:

Dia 25: os alunos da turma 31C do Colégio Estadual Júlio de Castilhos participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Sérgio Rovay.

Dia 26: os alunos da turma 31B do Colégio Estadual Júlio de Castilhos participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pelo professor Sérgio Rovay.

Confira abaixo algumas fotos das oficinas! Os álbuns completos podem ser visualizados em nossa página no Facebook, para acessar clique aqui.

Para saber mais sobre nossas oficinas acesse: http://goo.gl/Jkzihw

Por uma educação emancipadora

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Começo da oficina, com o colégio Aramy Silva.

O modo como se dão as oficinas, a integração com os estudantes, é bem diferente do modelo de sala de aula queimagem-relato estamos acostumados. Exigindo tanto de nós, oficineiros, como dos próprios alun@s, dinâmica e criatividade. Nesse sentido, os primeiros grupos que tive contato me surpreenderam muito, tanto pela dinâmica quanto pela curiosidade aguçada, que dava para enxergar nos olhos de cada um. Em contraponto a isso, era nítido a falta de conhecimentos básicos para que se compreendesse melhor o que cada um deles – e eu – estávamos fazendo ali, bem como para fazer resgastes históricos. Esta realidade reflete não só a situação em que se encontra o ensino público no Rio Grande do Sul, mas no Brasil como num todo, e evidencia a importância de atividades que se desenvolvam além dos muros da escola.

E é justamente isso, que mais me chama atenção e faz refletir. Pela primeira vez, eu consigo identificar, na prática, os problemas que podem trazer um ensino básico com tantas limitações. E ao mesmo tempo, me faz refletir sobre o meu papel enquanto educadora, naquele pequeno momento, e de que modo eu posso quebrar essa barreira. Nem sempre é possível rompê-la em uma oficina, que dura apenas um turno, mascomo futura professora de história, sei que é uma construção ao longo dos anos.

imagem-relato3Ao mesmo tempo vejo, tanto na minha tentativa, quanto na dos meus colegas, e principalmente no esforço de cada grupo que passa por aqui, a percepção de que a educação ainda é tudo, que lutar por uma educação mais sólida, que emancipe cada indivíduo é fundamental. Vejo, uma esperança nos olhos de cada um que sai daqui, vejo um tijolinho de entendimento do que foi praticado, em cada agradecimento empolgante por ter ministrado a oficina. E não menos importante, percebo também, a necessidade de consolidação de mais programas e projetos como esse.

Por Cíntia Brogni; Estagiária do Arquivo Público e estudante de História/PUCRS

Olhar do Oficineiro: Eduardo Hass “Vamos fazer de novo”?

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Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

“Vamos fazer de novo”? Foram as palavras de um grupo de alunos do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Cândido José Godói, que marcaram uma das oficinas de Educação Patrimonial Resistência em Arquivo.

Chamo-me Eduardo Hass da Silva, sou acadêmico do sétimo semestre do Curso de Licenciatura em Historia da PUCRS. Meu primeiro contato com o APERS começou em 2012, como oficineiro, participando do Curso de Educação Patrimonial oferecido pelo Arquivo. No ano de 2013, ingressei na instituição como estagiário, trabalhando diretamente com a realização e aperfeiçoamento das oficinas oferecidas.

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Sou um amante da profissão docente, e sinto imenso prazer em atuar como educador em diferentes espaço de aprendizagem, como no Arquivo. Meu relato talvez fuja da temática central da oficina, mas eu não poderia deixar de dar atenção as palavras da turma da professora Vânia que nos visitou no dia dois de outubro de 2013.

Acredito que o trabalho do oficineiro vai muito além da exposição e caracterização de um determinado momento histórico, passando simplesmente conceitos e conteúdos aos alunos. Acredito que o oficineiro deve além de expor o momento histórico, criar câmbios entre o passado e o presente, articulando o conteúdo com a realidade do aluno, para que possam chegar em uma síntese do momento histórico em questão, dando significado ao que é estudado:

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

“(…) o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se com sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção.” (FREIRE, 2011. p 24)

Após a realização da oficina com a turma, onde normalmente trabalho com a caixa do ex-preso político Cláudio Gutiérrez, os alunos convidaram os oficineiros para assistirem a uma intervenção artística que fariam no Mercado Público de Porto Alegre.. Os alunos saíram do Arquivo, enquanto nós, organizávamos o material da oficina. Ao chegarmos ao

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Olhar do Oficineiro com Eduardo Hass: “Vamos fazer de novo”?

Mercado Público, a intervenção musical já havia acabado. Ficamos tristes por não ver a apresentação dos alunos, e foi quando ouvimos as palavras: “Vamos fazer de novo”? Em meio a multidão que corta o centro de Porto Alegre, lá estava aquele grupo de estudantes, sem medo de mostrar sua arte e expressar seus anseios e valores. Impossível não se emocionar e lembrar de Guitiérrez, que assim como eles, não teve medo de lutar pelo que acreditava e mostrar a sua cara.

Olhar de Oficineiro: Gabriel Chaves Amorim, conhecendo e repassando histórias de lutas.

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Olhar de Oficineiro: Gabriel Chaves Amorim

Olhar de Oficineiro: Gabriel Chaves Amorim

Me chamo Gabriel Chaves Amorim, sou estudante do sexto semestre do curso de Licenciatura em História da Unisinos. No ano de 2012 eu havia trabalhado com os processos da Comissão de Indenização que estão salvaguardados no Arquivo Público através de um projeto de pesquisa da FAPERGS vinculado à Unisinos. Durante esse período tive contato com a história de vários indivíduos, em especial de militantes de partidos de esquerda da época e integrantes de grupo dos onze. No decorrer do trabalho de pesquisa, aproximei-me destas histórias e me senti envolvido pela temática de Ditadura e Direitos Humanos.

Em 2013 realizei uma entrevista para ser estagiário do Arquivo Público no setor de Difusão Cultural, onde passei e novamente me aproximei do Acervo da Comissão de Indenização. Com a oficina de educação patrimonial “Resistência em Arquivo”, pude trabalhar essa documentação com turmas de ensino médio. Gratificante mesmo é sentir que o trabalho possui retorno no momento em que os estudantes fazem analogias, questionamentos e se identificam com a história dos indivíduos presente nos processos, entendendo melhor a história deste período conturbado da história do Brasil.

Durante as oficinas, geralmente, trabalho com uma caixa que contém os processos de duas mulheres que foram perseguidasAcervo Indenizados 202 durante a Ditadura. A partir disso, tento realizar uma aproximação pedagógica dos estudantes com o contexto. Ao conhecer a documentação os estudantes por si só ficam indignados com as atrocidades cometidas pelo estado, com a tortura e perseguição a essas mulheres (que representam muitas outras). Os outros conceitos vão se aderindo as conversas conforme eles se aprofundam na pesquisa sobre a vida de Ignez e Nilce.

Tive várias experiências positivas com as oficinas de Educação Patrimonial do Arquivo Público. A troca de experiências com os estudantes é recíproca, pois sinto a satisfação do retorno da pesquisa e do ensino. A diversidade do público das oficinas é outro ponto que me motiva, poder trabalhar com estudantes de várias cidades, colégios e realidades diferentes. Espero que em 2014 eu possa estar presente na construção dessa diversidade, nas várias aproximações possíveis entre estes processos de indenização e os estudantes que receberemos na Resistência em Arquivo.

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