Na segunda-feira dessa semana, dia 8 de dezembro, foi inaugurado no Parque Ibirapuera, localizado na cidade de São Paulo, um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos durante a ditadura civil-militar.

Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos - São Paulo

Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos – São Paulo

 

Na obra, realizada pelo arquiteto Ricardo Ohtake, formada por chapas brancas, estão gravados os 436 nomes dos mortos e desaparecidos políticos. O artista, autor de outro monumento instalado no Cemitério Dom Bosco em Perus, informou que as chapas disformes representam as diferentes trajetórias dessas pessoas.

Segundo o prefeito da cidade, Fernando Haddad, “muitos órgãos de repressão se instalaram na região do Ibirapuera. É talvez o parque mais visitado da cidade de São Paulo. Então é um gesto importante, lembrar o que aconteceu num período recente da história do Brasil e afastar completamente qualquer possibilidade de que a nossa liberdade esteja comprometida”.

Monumento em Homenagem aos Desaparecidos - Porto Alegre

Monumento em Homenagem aos Desaparecidos – Porto Alegre

Na cidade de Porto Alegre, também encontramos um monumento em homenagem às vítimas da ditadura. Chamado de Memorial aos Mortos e Desaparecidos, foi inaugurado em 1995 e está localizado no Parque Marinha do Brasil.

Com um desenho geométrica de metal, o memorial foi elaborado pelo artista Luiz Gonzaga e também possui o nome dos desaparecidos gravados em sua estrutura. Sobre esse e outros espaços de memórias na cidade de Porto Alegre, indicamos a leitura do texto de Leila Lehnen, Memórias manchadas e ruínas memoriais em A mancha e “O condomínio”, de Luis Fernado Veríssimo.

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